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I - A subir um morrer
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(1º Dom./tarde) |
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Hoje subi um morro de brancas areias,
enquanto galgava-o sentia o vento forte e seco
que escorria do mar e o sol a me castigar.
A areia fofa afundava-me até os tornozelos,
forçava-me a desistir, mas lutei e investi
contra aquele desafio simples e prazeroso desejo...
Exausto cheguei ao cume e contemplei a paisagem:
O vasto e bravo mar, ondas a ferir a praia,
que resistia no horizonte e em outras moradas,
em várias pontas, e no infinito desprendia o meu sentido.
E entendi que dali com pés no chão fitava o infinito.
Via um mundo que sempre esteve lá
Quase imutável, vagaroso ao nosso viver
Belo e esplêndido, mar e céu, horizonte intocável.
O que há sob as águas bravas? O que há sobre o azul-véu?
Um mundo incompreensivo espero
de meu mais insignificante e desperso ver.