Elegias Póstumas

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Asseguro-me num lastro
Para compor esta história
Uma frase e um rogado
Que foi soprado dos lábios
Com um desespero claro
(— Hoje não tem Amanhã!)
Esquecido e ali largado
Um barco num mundo
À deriva sem mastro
Ao sabor do mar levado
Ou talvez o contrário
O mundo é que seja o barco
Um sem rumo em minha vida
Prendendo-me em doutrinas
Conselhos e mandatos
E esqueço meus próprios passos...
Já me perdi várias vezes
Em muitas fui encontrado
Noutras, fui como agora, acabado
Terminado, não de pronto
Mas de finado, matado
Pela injúria, pelo medo