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XII - Desejos, Parte II |
| (sex./noite) |
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Ó desejo tão ambicioso tu te tornaste
Não vês que me deixas sozinho ao me desertar
O egoísmo que remói a alma de certos ingênuos
Dominou-te também e fez a só em ti pensar
Não condeno o teu desejo de eternidade
Quem não gostaria de se tornar imortal?
Muitos conheço que já tentaram assim
Porém só conseguiram no val da história
Com seus atos de conquistas em glórias
Mas na vida terrena ninguém nunca vi
E por quê? Diz-me:
Por que tu que nem és real
Queres fugir à regra,
Deixar-me no relento?
Não vês que me esquecendo
Também a ti renegas?