X - O Ofício Sagrado das Palavras

(sex./tarde)


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Poetas que fecundam as palavras
Com seu gozo de contemplos
Com sua quimeria fantástica
Suas figuras estilísticas
Suas metáforas e metomínias
Que vivem e que crescem
Germinadas em flores como a do Lácio
E o que nasce
De tão insufladas emendas
São filhos do silêncio
Calados. mas tudo dizendo
Parados. girando num contenha...
Mil mundos dentro de um poema!

Calados? Sim! pois os poemas são mudos
Eles apenas gesticulam sussurros
Palavras ritmadas por um tácito óbvio
rimadas que plantam sementes
remadas no oceano da mente
Descrevendo relevo no leito dos olhos