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VI - No olho do Poeta II |
| (ter./madrugada) |
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Dias que se passam
Com ares de repouso
Vozes a sussurrar ouço
Infandos que me escapam
Fecho os olhos, fujo de ouvi-las
Mas não consigo... fito o infinito
Da minha serena e aberta janela
Pronunciam-se paisagens a milhas
Luzes vermelhas e brancas
Refletidas no leito do Bacanga
O morro que sobem casas
E casas que sobem e morro
Peças entrelaçadas
O gigante conjunta
A ferir o céu com suas armas e juntas
A apontar como uma seta
O destino que infesta
Segredos no olho do poeta
e...