VII - Por simples vingança

(ter./madrugada)


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Por simples vingança
Corto meus pulsos amargos
Meu sangue derramado
Coagulado em tinta
Servirá para escrever linhas

Meus dias estão contados
Persiste uma voz a sussurrar na minha solidão
Largada naquela folha no chão esquecida
Entregue ao acaso, ao disparato do destino
Insignificante estado de morbidez fria
Insultado pela injúria do desconhecido
— ...Amanhã!, ...
Ouço em prantos, mas depois me calo
Fico paralisado, meu coração apertado
Junto ao que me foi revelado meu choro
Não há amor, não há raiva, não há medo
Não há ódio, não há paz... estarei louco?